terça-feira, 9 de abril de 2013

Conheça o que você come - PERUS

Da série CONHEÇA o que você COME

Norah André

Estes são perus selvagens.
E não os que o homem reproduz em suas granjas industriais.
Não apenas conseguem voar, como são capazes de pequenos vôos de até 75 km/hora.

Os chamados "perus domésticos" (aqueles que a Sadia e outras empresas de carnificina põem à venda no mercado empacotados e sem cabeça, já "preparados" ) não conseguem alçar vôo devido ao seu excesso de peso: super-alimentados e mantidos em minúsculos espaços, não se exercitam e costumam se tornar muito pesados e com peito com muito acúmulo de gordura e de peso.
Nunca tiveram a chance sequer de voar ou abrir convenientemente as asas ...

Livres na natureza, os perus dormem em árvores, longe do alcance dos seus predadores naturais.
(Claro, nada podem fazer para se defender dos homens ....)
Pela manhã dão gritinhos de "bom dia" e todos respondem, como forma de conferirem se todos estão bem e a salvo, depois do período noturno. Só então descem das árvores.


As mamães são super-protetoras de seus ovos que são muito grandes e requerem um espaço maior que outras aves para colocá-los.

Apenas os perus meninos fazem aquele som de "gluglu", usado para se tornar atraentes para suas parceiras. As meninas fazem um som mais discreto e baixo.
Benjamin Franklin afirmou lamentar ter sido a águia o animal escolhido para representar o país (segundo ele, lhe faltam os atributos morais: é um animal covarde, barulhento e vive roubando ...) Já o peru, segundo ele, é um animal muito mais respeitável e nativo exclusivamente da América do Norte.

Hoje cerca de 300 milhões destas aves são abatidos anualmente nos EUA. Grande parte delas para "festividades" celebradas pelos americanos, como o ThanksGiving Day ou as festas de Natal e Fim de Ano. Aqui no Brasil, este cenário não é diferente.

A morte e a tortura começam muito antes da chegada do caminhão que transportará estas aves para o abate. Ela é, na verdade, um processo crônico e torturante com as aves mantidas apertadas em gaiolas minúsculas, em meio aos seus próprios excrementos.



Depois do martírio da jornada, são abatidas neste processo de se tornarem "ceia" para os humanos:




Se pudessem se fazer ouvir, com certeza estas aves nos diriam:
Meu nome não é "chester" e eu não um "produto" para o Natal.
Sou um ser vivente com apego à vida, tal como você.

Se por acaso você acredita que este é um "papo furado", ou que animais não tem sentimentos e apegos, confiram este relato aqui embaixo.



A vida de Joe Hutto mudou por completo quando um fazendeiro do local onde vive deixou uma cesta de ovos de peru na porta de sua casa. Estes fatos foram objeto de um belo documentário feito pela Nature este ano.
Ele descobriu as alegrias da maternidade ao ser adotado por estas belezinhas:
- descobrindo a "mamãe":



- "caçando" com a "mamãe" aos 3 meses de idade:



Talvez você repense seus hábitos e veja com outros olhos o que aparece empacotado com cara de "coisa industrializada" nos supermercados.

Tente trazer VIDA e não MORTE à sua ceia.
Com quase toda a certeza esta parece uma forma muito mais legítima de honrar o nascimento da LUZ entre os homens os finais de ano.
Namaste

Um comentário:

  1. alguns videos nao consegui assistir...ainda bem que nao me alimento de sofrimento.Parabens pelo texto

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